CRV

No Brasil, a Lei Federal nº 9.985 de 2000, que cria o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, estabelece como objetivos básicos da categoria Parque (nacional, estadual ou municipal) “a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico” (SNUC, 2000).
 O Centro Rústico de Vivência – CRV é o “embrião” de um possível Centro de Interpretação da Natureza. Centros de Interpretação da Natureza são espaços destinados a apresentar as características de uma unidade de conservação ou de áreas naturais para o público em geral. O CRV se apresenta como um laboratório no sentido de testar essa área no que refere ao atendimento desses objetivos. O “rústico” deriva do conceito de “Estilo Rústico”, adotado pela Arquitetura: “Construção feita de acordo com técnicas artesanais que aproveita materiais da região onde se ergue” (http://www.colegiodearquitetos.com.br/dicionario/15/02/2009/o-que-e-rustico/). É exatamente isso que orientou a montagem do acampamento. A construção das instalações foi efetuada por pessoas da região e a grande maioria dos materiais empregados resultou do aproveitamento dos recursos oferecidos pela própria floresta. Entende-se por “vivência” como o conhecimento adquirido através da experiência vivida. O processo de Educação Ambiental através da vivência em espaços naturais considera os indivíduos de forma integral, incluindo e priorizando o aprendizado por meio dos seus sentidos e da percepção que as pessoas têm de si mesmas, dos outros, do mundo, da natureza. A educação vivencial é especialmente importante na Educação Ambiental, pois esta pretende aflorar nos indivíduos a percepção de sua responsabilidade sobre o que acontece no mundo, e de sua participação num todo maior. Portanto, pretende que os conceitos sejam internalizados e transformados em novas formas de interagir com a realidade. Propicia a (re)aproximação das pessoas com a natureza, permitindo que elas interiorizem a importância das áreas protegidas.
Centro Rústico de Vivência (CRV) do Parna do Tumucumaque
Foto: Paulo Russo


Um comentário:

BARBOSA disse...

PARABÉNS PELA INICIATIVA!

PARABÉNS PELO TRABALHO!

O PARNA MONTANHAS DO TUMUCUMAQUE CAMINHA PARA TORNAR-SE UM DESTINO PRIVILEGIADO DO TURISMO ECOLÓGICO NO BRASIL. MEU RECONHECIMENTO E MINHA GRATIDÃO!
SUBTENENTE BARBOSA - EXÉRCITO BRASILEIRO